Cargaleiro e Amigos
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No âmbito das celebrações do 90.º aniversário de Manuel Cargaleiro e do 246º aniversário da elevação de Castelo Branco a cidade, foi inaugurada a 20 de março de 2017, no último piso expositivo do edifício contemporâneo, a exposição Cargaleiro e Amigos. Na organização desta exposição com obras que fazem parte do acervo da Fundação Manuel Cargaleiro houve a preocupação de mostrar parte dos 70 anos do percurso artístico do pintor e colecionador Manuel Cargaleiro. O título surge como ponto de partida para uma mostra expositiva, que se revela por entre o encontro e o diálogo entre artistas ímpares, sublimando o carácter profundo de cada um, na esfera da sua condição humana, social e artística, num despojar de categorizações. A Obra dos trinta e sete artistas representados nesta exposição é extensa e muito importante no âmbito da Arte, desde o início do século XX até aos nossos dias. Nesta mostra as obras servem como apresentação e convite à exploração da história da cultura e da arte. Neste contexto expositivo que exibe esculturas, pinturas e desenhos, afirma-se um manifesto contributo que remete para a celebração da arte e da amizade!
Esta terceira mostra contou com a coordenação geral e produção da Fundação Manuel Cargaleiro, projeto expositivo de Célia Anica, arquitectura, arte e design, projeto gráfico de Nuno Vale Cardoso, execução gráfica de RVJ - Editores, Lda., e montagem e iluminação da J.C. Sampaio Lda..
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| Entrada da exposição "Cargaleiro e Amigos" |
Perspetiva parcial do espaço expositivo |
Perspetiva parcial do espaço expositivo |
Manuel Cargaleiro – Vida e Obra
Inaugurada a 10 de junho de 2011, no programa inserido no âmbito das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a exposição Manuel Cargaleiro – Vida e Obra define um espaço mais amplo do Museu Cargaleiro, com a agregação de um edifício contemporâneo, constituído por três pisos expositivos. Numa área mais extensa foi possível a apresentação de algumas das obras dos diversos núcleos artísticos da Coleção da Fundação Manuel Cargaleiro. A segunda mostra da Coleção, contou com a coordenação geral e produção da Câmara Municipal de Castelo Branco, projeto arquitetónico de João Teixeira, projeto museográfico de Célia Anica, Lda., projeto gráfico de Nuno Vale Cardoso, projeto luminotécnico de Vitor Vajão, execução gráfica de Digipainel, Impressão Digital, Lda., e montagem e iluminação da J.C. Sampaio Lda..
A exposição conta com mais de três centenas de obras que evidenciam as características distintas da Coleção numa retrospetiva que pretende considerar a Vida e Obra de Manuel Cargaleiro. Na exposição destacam-se três núcleos que centram as obras em exibição, designadamente:
- Núcleo Manuel Cargaleiro
- Núcleo de Cerâmica
- Núcleo de Cerâmica Contemporânea
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Núcleo Manuel Cargaleiro
No edifício contemporâneo estão patentes cerca de duzentas obras de Manuel Cargaleiro, dispostas pelos três pisos do edifício. No primeiro piso encontramos um núcleo que evidencia as diversas fases do artista, com principal destaque para a área da pintura, com recurso a diversas técnicas e suportes, desde a década de 50 até à atualidade. No segundo piso estão expostas obras de relevo do artista enquanto ceramista, numa retrospetiva pelo seu percurso e pelas técnicas utilizadas. Finalizando a visita, no terceiro piso, realiza-se um percurso do mestre Cargaleiro nos trabalhos que desenvolve na Costa Amalfitana, em Itália, em que conjuga o seu conhecimento e a sua produção artística com a matéria-prima e as técnicas peculiares de produção, resultando em coloridas e singulares obras que enriquecem a Obra em Cerâmica de Manuel Cargaleiro.
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| Entrada do espaço expositivo |
Perspetiva do primeiro piso expositivo |
Entrada no segundo piso expositivo |
Núcleo de Cerâmica
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No edifício do Solar dos Cavaleiros, encontra-se exposta parte da Coleção de Cerâmica da Fundação Manuel Cargaleiro. Nas duas primeiras salas de exposição encontra-se patente um núcleo muito especial de faiança, vulgarmente denominada Cerâmica Ratinha, que ocupa uma posição particular no âmbito da cerâmica nacional.
Cativante e genuinamente portuguesa, espelha não só as difíceis condições sociais das populações rurais do século XIX – o quotidiano duro, agreste e as angústias de uma população migrante – mas também o ultrapassar dessas agruras pela cor, pela alegria e pela sinceridade das representações que revestiam as peças de uso corrente que os ratinhos consigo levavam nas suas deslocações sazonais. Louça grosseira e rústica, mas autêntica na ingenuidade das suas composições, cativa-nos pelo grau de afetividade que dela irradia. Ivete Ferreira
Nas seguintes salas expositivas encontramos ainda a Cerâmica de Triana, em que se destacam os Lebrillos Trianeros. Tal como o nome indica esta cerâmica é proveniente de Triana, um bairro típico de Sevilha, junto ao rio Guadalquivir.
Os Lebrillos Trianeros são grandes bacias de argila cozida, modeladas no torno, que se caraterizam pela decoração de traço livre, ligado ao antiacademismo, e pela forte policromia utilizada – verde, azul, ocre, amarelo e manganês – e pelo traçado a preto. A decoração central mais utilizada está ligada à temática cinegética, conhecida por montería, com a representação de cavalos, touros e animais de caça, como a lebre. Outras temáticas recorrentes são as arquitecturas, os pássaros, as cenas anedóticas, as caricaturas e os estampilhados de cor azul. Ivete Ferreira
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Perspetiva parcial do núcleo expositivo Cerâmica Contemporânea |
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Perspetiva parcial do núcleo expositivo Cerâmica Contemporânea
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Núcleo de Cerâmica Contemporânea
No edifício contemporâneo encontra-se uma área do primeiro piso dedicada à Cerâmica Contemporânea, com a exibição de obras distintas e únicas de alguns dos mais prestigiados artistas nacionais e estrangeiros, entre eles: Pablo Picasso, Marc Uzan, Claire Debril, Robert Deblander, Daniel de Montmollin, Guido Gambone e Cecília de Sousa. Neste núcleo é percetível o entendimento da cerâmica em diversos níveis de produção artística no contexto nacional e internacional, considerando-se os seguintes nove núcleos temáticos com diversas obras de referência:
- Manufactura Nacional de Sévres
- Materiais em Bruto
- Arquitectura Impossível
- Raku
- Celadon
- Vietri sul Mare
- Decorações Figurativa e Abstrata
- Influência Oriental
- Geometrismo
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Cargaleiro – 60 anos a celebrar a cor
Com inauguração a 09 de setembro de 2005, a exposição Cargaleiro – 60 anos a celebrar a cor, demarca a abertura ao público do Museu Cargaleiro, tornando-se uma exposição emblemática, com grande importância para Castelo Branco e para Fundação Manuel Cargaleiro, no notável edifício oitocentista, com a atual designação de Solar dos Cavaleiros. Assumindo o cumprimento dos objetivos da Fundação e da Câmara Municipal de Castelo Branco, foi apresentada a primeira mostra expositiva da Coleção, contou com a coordenação geral e produção da Câmara Municipal de Castelo Branco, coordenação de João Corrêa Nunes, assessoria de museologia de António Nabais, projeto de montagem/coordenação de projetistas de Célia Anica, com colaboração de Carla Anastácio e João Roldão, e projeto luminotécnico de Vitor Vajão.
A mostra expositiva contou com a exibição de cerca de cento e cinquenta obras, e teve como princípio o assinalar do percurso artístico iniciado em 1945 por Manuel Cargaleiro na olaria de José Trindade, contemplando diversas obras em cerâmica. A pintura de Manuel Cargaleiro marca também presença, com uma perspetiva do percurso do artista desde a década de 50. Para além das obras de Cargaleiro são também exibidas obras de artistas nacionais e estrangeiros que, com sentido didático, foram incorporadas na Coleção da Fundação, numa vertente de colecionismo que sempre acompanhou a vida de Manuel Cargaleiro.